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São Tomé e Príncipe admite não conseguir eliminar o paludismo até 2025

 

 

Assinalou-se esta segunda-feira o dia internacional de luta contra a malária, uma doença originada pela picada de um mosquito que em 2020 afectou mais de 241 milhões de pessoas e causou mais de 627 mil mortos pelo mundo fora, na sua grande maioria (95%) na África subsariana e mais especificamente crianças com menos de cinco anos.

Apesar de existir desde 2002 um Fundo Mundial de Luta contra a Sida a Tuberculose e o Paludismo, um fundo que permitiu já grandes progressos no combate a estas doenças, esta continua a ser uma luta desigual. Isto tanto mais que durante estes últimos dois anos em que o mundo esteve a braços com a covid-19, as outras doenças e nomeadamente a malária ficaram um pouco para trás, muito embora existam tratamentos e inclusivamente vacinas a serem desenvolvidas.

São Tomé e Príncipe, país com fraca incidência desta doença, tem sido um dos terrenos de pesquisas para encontrar vias alternativas de combate ao paludismo. Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia tem estado a analisar os mosquitos existentes no país com vista a eventualmente explorar a possibilidade de criar um mosquito transgénico que contribua para eliminar a doença.

A eliminação do paludismo é precisamente um objectivo que ainda há poucos meses, em Novembro passado, o governo são-tomense considerava acessível em 2025.

Liliana Henriques