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Príncipe aplaude nova ligação com São Tomé e pede rota sub-regional

 

 

 

O presidente do governo do Príncipe disse que a nova ligação com São Tomé, que começa na quarta-feira dia 4 com duas frequências diárias, responde "à grande preocupação" das autoridades e empresários, mas quer avaliar se será suficiente face à procura.

A companhia aérea portuguesa Sevenair começou que começou a operar na quarta-feira com  dois voos diários entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, depois de este serviço ter sido assegurado, com uma frequência diária exceto às terças-feiras, por uma companhia ucraniana e depois por uma operadora de Angola.

Filipe Nascimento disse hoje à Lusa que a garantia da aeronave da Sevenair, com o compromisso de fazer a ligação entre as ilhas até agosto, vem dar resposta à "grande preocupação" das autoridades regionais e centrais, dos cidadãos, empresários e investidores da ilha do Príncipe.

"Por um lado, temos que olhar e reconhecer o esforço feito para se dar esta resposta em forma de colmatar o impedimento que o outro avião tinha. É preciso reconhecer este esforço, sobretudo da companhia [STP Airways]", afirmou Filipe Nascimento, a proopósito do acordo firmado entre a companhia de bandeira são-tomense e a operadora portuguesa.

O Governo Regional do Príncipe considera que "este é um passo dado", mas quer esperar para acompanhar o processo para ver "como é que o aparelho, mesmo com dois voos, vai ou não, responder à demanda do mercado, sabendo que o mercado do turismo no país, particularmente no Príncipe, até a pandemia, estava a ter um fluxo crescente muito interessante".

"Precisamos do início efetivo dos voos para percebermos qual é o grau de satisfação dos utentes com deste aparelho", precisou Filipe Nascimento.

"Por outro lado, olhando para o médio e longo prazo, o governo regional tem um posicionamento que quer que o tema mobilidade [entre ilhas] seja um tema que não se apresenta como um ponto fraco para o nosso turismo e, concomitantemente, para a nossa economia", acrescentou.

Filipe Nascimento acrescentou que as autoridades regionais continuarão a conversar com a companhia STP Airways e com outras interessadas em busca de soluções que dêem mais garantias, "por exemplo de não haver, como sempre tem havido, em buscas nos `sites` para reservas sempre lugares cheios, para que ao nível de cargas não haja a limitação de apenas 15 quilos" e para que "o fator preço" não "impeça também a promoção do turismo interno".

"Já temos um aeroporto com uma pista em condições de receber aviões de médio porte e, a título de exemplo, até há dois dias fomos servidos por um ATR de 72 lugares e a pista correspondia", sustentou o governante.

O presidente do Governo regional salientou que a ilha do Príncipe deu passos significativos em termos de infraestruturas aeroportuárias e turísticas e defendeu a necessidade de incluir a ilha nos destinos turísticos dos países da sub-região africana.

"Temos que acompanhar esses passos no sentido também de abrirmos o Príncipe para receber voos também da sub-região na costa oeste africana [...] que têm potencial para emitir turistas que venham a fomentar este processo de uma economia local com grande potencial no turismo e o turismo desencadeia outros benefícios", defendeu Filipe Nascimento.

Na terça-feira a companhia aérea portuguesa Sevenair anunciou que vai começar a fazer a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, realizando dois voos diários de ida e volta.

"A Sevenair, companhia aérea portuguesa, especializada em voos regionais, assinou um contrato de wet-lease [contrato de locação de uma aeronave, tripulação e manutenção] com a STP Airways, para prestação de voos entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe; esta operação que iniciou na quarta-feira, dia 4 de maio, estendendo-se, pelo menos, até agosto", anunciou a empresa em comunicado enviado à Lusa.

No texto, a transportadora especializada em voos regionais afirma que "será utilizada uma aeronave Bae Jetstream 32, com capacidade para 19 passageiros, que realizará duas frequências diárias ligando as ilhas do arquipélago, uma pela manhã e outra ao final da tarde, permitindo também que se possa ir e regressar no mesmo dia, sem necessidade de pernoita".

Assim, o voo sairá de São Tomé rumo ao Príncipe logo de manhã, voltando pouco tempo depois, e fará novamente essa ligação ao final da tarde.

O primeiro voo foi adiado na ultima quarta-feira  para as 13:00 locais (mais uma hora em Lisboa), devido às fortes chuvas que caíram durante a manhã.

Para além das tripulações, o contrato implica também a utilização de elementos da empresa de manutenção do grupo, a Sevenair Maintenance.

"Esta parceria com a STP Airways e com o seu maior acionista, euroatlantic Airways, é motivo de muito orgulho para a Sevenair, que espera que a mesma se possa prolongar por muitos anos, reforçando laços entre duas empresas portuguesas", acrescenta-se no comunicado.

A Sevenair já operou na Madeira, Açores, Guernsey, Cabo Verde, Estónia, Marrocos, Argélia, entre outros locais na Europa e em África.

 Por Lusa