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Emissão de gases com efeito  de estufa em STP- Medidas de Mitigação e Adaptação

 29 Abril 2019 Apesar de não ser considerado um país poluidor STP sofre as consequências das acções dos países desenvolvidos poluidores que emitem muitos gases com efeito de estufa, que estão na origem das mudanças climáticas, a nível global.

Hoje em dia a fome, o aumento de desastres naturais e muitas doenças desconhecidas fazem parte de um rol de consequências das mudanças climáticas que mobilizam em todo mundo os esforços para um sério combate. Em S.Tomé e Príncipe os sinais de perigo já são grandes e exigem uma mobilização nacional para evitar que tais males venham a pôr em risco a nossa sobrevivência colectiva, tal como recomenda o Biólogo Victor Bonfim, Director de Conservação, Saneamento e Qualidade do Ambiente.

Em entrevista a nossa reportagem, Victor Bonfim afirmou que, apesar de “ emitirmos em quantidade pequena” se não forem tomadas medidas para evitar que atinjamos os níveis de países grandes poluidores “poderemos eventualmente ver o nosso país a degradar-se em cada dia que passa”. Adiantou que, em S.Tomé e Príncipe, as emissões de gases com efeito estufas acontecem “principalmente nos sectores de produção de energia”.

O Director de Conservação, Saneamento e Qualidade de Ambiente acredita que o país ainda está ao nível de poder reverter as consequências das mudanças climáticas e explicou que o contributo do sector que dirige. “A nossa acção insere-se no âmbito da conservação da biodiversidade de S.Tomé e Príncipe, no âmbito da protecção do meio ambiente e de algumas actividades de saneamento”, afirmou a propósito.

Victor Bonfim defende uma participação alargada nesta tarefa de protecção da natureza e evitar que o país corra riscos agravados para a sobrevivência e bem-estar da nossa colectividade, precisando ser necessário o envolvimento das populações em projectos das respectivas localidades.

Neste domínio, tal como nos explicou este biólogo, S.Tomé e Príncipe tem a vantagem, pelo facto de fazer “parte dos países da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas”, na condição de país não poluidor.

Importa referir que o país, entre o oxigénio produzido e o dióxido de carbono consumido pelas nossas florestas há ainda uma vantagem bastante positiva. Esta realidade coloca S.Tomé e Príncipe em posição favorável para negociar quotas e obter apoios necessários para programas de protecção de ambiente e mitigação das consequências das mudanças climáticas. Muitas das consequências de que sofre o país são efeitos produzidos por outros países, sobretudo os países mais desenvolvidos e considerados os maiores poluidores devido ao seu grau de industrialização que leva à poluição.

Para enfrentar essas consequências, o Director Victor Bonfim recomenda que S.Tomé e Príncipe “têm que ter um programa próprio de adaptação”, acrescentado que “o clima está a mudar” e que “precisamos nos adaptar”.

Prosseguiu, afirmando que devem ser periodizadas medidas de adaptação e algumas medidas de mitigação e, definidas pelo país, destacando a importância da consciencialização e da participação das populações.

É neste contexto e em parceria com a cooperação internacional, que estão em curso vários projectos nos domínios acima referidos. Informou-nos o Director de Conservação, Saneamento e Qualidade de Ambiente sobre alguns exemplos, entre os quais, os projectos de adaptação climática nas zonas rurais, em que já beneficiaram os distritos de Mé-Zochi, Lembá e Cantagalo Caué, Lobata e RAP.

O biólogo Bonfim recordou ao finalizar que “começámos no sector de agricultura, mediante um projecto que foi executado primeiramente no distrito de Lobata, durante 4 anos”, intitulado Projecto de Adaptação para África - AAP. Acrescentou que se tratou de “uma experiência piloto de adaptação das consequências de mudanças climáticas”, à qual se seguiram e seguirão vários outros programas neste sentido.        

O. Soares

 

 

 

 

 

   
 

 

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