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Livro sobre massacre de 1953 em São Tomé lançado sábado em Coimbra

3 Julho 2018 O livro ‘Espectros de Batepá. Memórias e narrativas do “Massacre de 1953” em São Tomé e Príncipe’, de Inês Nascimento Rodrigues, será apresentado sábado em Coimbra (Portugal) e quarta-feira na cidade de São Tomé, naquele país.

‘Espectros de Batepá’ encara o massacre de 1953 em São Tomé e Príncipe “não apenas como um evento histórico, mas como um evento cuja dimensão simbólica necessita de ser trazida para o centro da investigação”, afirma a autora do livro, que é investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e do CROME (projecto ‘Memórias cruzadas, políticas de silêncio/As guerras coloniais e de libertação em tempos pós-coloniais’, financiado pelo Conselho Europeu de Investigação).

“Na impossibilidade de aceder totalmente ao que constituiu a experiência do massacre, é através da imaginação e das representações que se podem contar múltiplas memórias do evento”, sublinha a autora da obra.

Uma imaginação e representações – escreve, na nota de apresentação do livro, a investigadora, que é doutorada em pós-colonialismos e cidadania global – “legitimam as narrativas públicas e/ou oficiais”, outras “fazem parte de um processo mais inclusivo, em que se criam espaços discursivos, simbólicos e políticos que permitem articular memórias não dominantes sobre os referidos acontecimentos”.

É aqui que entra a figura do espectro, refere Inês Nascimento Rodrigues, adiantando que o livro procura responder a questões relacionadas com o que contam os espectros das “memórias de Batepá e sobre o colonialismo português nas ilhas” ou o que revelam sobre “as relações de poder e sobre a sociedade colonial”.

Ou ainda sobre o que dizem os espectros acerca das identidades sociais e grupos marginalizados no arquipélago, quem escreve sobre o massacre e quem o comemora ou “como são desenhados Portugal e São Tomé e Príncipe nestas representações”, exemplifica a autora do livro que, com prefácio de António Sousa Ribeiro e posfácio de Miguel Cardina (colecção Memoirs, Edições Afrontamento).

Resultado de um projecto de doutoramento elaborado no âmbito do programa de ‘Pós-colonialismos e cidadania global’ do CES e do trabalho desenvolvido no projecto CROME, ‘Espectros de Batepá’ vai ser apresentado numa sessão com a participação da realizadora e investigadora Diana Andringa e da docente da Faculdade de Letras de Coimbra e investigadora do CES Catarina Martins, com moderação de Bruno Sena Martins.

A sessão terá lugar, às 16:00 locais de sábado, nas novas instalações da Cena Lusófona, no Pátio da Inquisição, na Baixa de Coimbra.

O livro também será apresentado em São Tomé e Príncipe, na quarta-feira, 04 de Julho, às 18:00, na Casa das Artes, Criação, Ambiente e Utopias (CACAU), na cidade de São Tomé, durante uma mesa-redonda intitulada ‘Memórias coloniais: o que fica dos passados difíceis?’, disse à agência Lusa Inês Nascimento Rodrigues.

Na mesa-redonda, que contará com a participação de Conceição Lima, jornalista e poeta, de Fernanda Pontífice, reitora da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe, de Inês Nascimento Rodrigues e de Miguel Cardina, também será apresentado o livro ‘As voltas do passado: A guerra colonial e as lutas de libertação’ (edição Tinta-da-China), organizado pelos investigadores do CES Miguel Cardina e Bruno Sena Martins.

O massacre de Batepá, em São Tomé e Príncipe, que foi desencadeado, em Fevereiro de 1953, essencialmente pelas relações laborais do sistema colonial, adoptadas nas roças de cacau e café da ilha, provocou “um número indeterminado” de mortes (1.032 na versão são-tomense, uma/duas centenas nos relatos portugueses da época), além de outras vítimas igualmente em número desconhecido.

da redação com angop

 

 

   
 

 

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