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Governo são-tomense diz que acordo de supressão de vistos “potencia o turismo regional”

 

 11.1. 2021 A ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades são-tomense disse que o acordo de supressão de vistos nos passaportes ordinários assinado com Angola "potencia o turismo regional", constituindo também "um compromisso com relação à mobilidade".

"Tendo em conta de São Tomé e Príncipe é um país com vocação para o turismo, um acordo de supressão de vistos também potencia o turismo regional", disse Edite Tenjua.

"Os acordos têm que ser vistos numa vertente muito mais ampla. E nesta linha de ideia dizer que este acordo vem potenciar o empresariado, facilitar as trocas, o comércio e fazer aquisição de bens", acrescentou.

O acordo de supressão de vistos nos passaportes entre São Tomé e Príncipe e Angola foi assinado em 31 de dezembro, na capital angolana.

A governante considerou o acordo como "um exemplo da vontade e do compromisso" entre os dois povos, em relação à mobilidade, que “é uma questão de atualidade que está em cima da mesa a nível também de outros blocos de cooperação, como é o caso da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa]".

Edite Tenjua referiu que o acordo é "histórico", explicando que "vai fortalecer as relações de irmandade que existem entre os dois povos".

A ministra dos Negócios Estrangeiros lembrou que em Angola existe "uma comunidade muito representativa" de são-tomenses, pelo que "um acordo desta natureza é uma forma de aproximação dos povos", que “permite a mobilidade entre são-tomenses e angolanos".

Edite Tenjua regressou ao país há três dias e no balanço da sua deslocação ao estrangeiro referiu que o acordo se baseia em "pilares muito importantes como o da amizade, da solidariedade e, sobretudo, do respeito mútuo".

Em 2013, o Governo de São Tomé e Príncipe já havia tomado a decisão unilateral de permitir abrir a entrada no país aos angolanos, permitindo que permanecessem por 15 dias sem vistos.

"Esse acordo que assinamos agora em dezembro vem ampliar o âmbito do que é essa relação", frisou Edite Tenjua, sublinhando que permite que "nacionais dos dois países possam entrar, transitar, permanecer no território da outra parte por cerca de 90 dias com a possibilidade de uma extensão caso seja necessário".

As autoridades do arquipélago sublinham as "grandes vantagens" do acordo de supressão de vistos nos passaportes assinado entre os dois Estados, sublinhando a importância da "aproximação familiar".

A governante enquadrou este acordo no âmbito da mobilidade que "está a ser tratado de forma global entre os países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa".

"Mas os países também têm avançado para acordos de supressão de vistos que não deixam de ser uma forma de mobilidade do ponto de vista bilateral", adiantou.

O acordo assinado tem 30 dias para começar a ser implementado. De acordo com a governante, nesse período, as autoridades dos dois países tratarão das "questões logísticas, de formação de quadros que incluem a identificação dos passaportes" e também "informar outras instituições que não são parte deste acordo de que ele existe".

As duas partes assinam o acordo de supressão de vistos nos passaporte numa altura em que as ligações aéreas entre os dois países estão suspensas há vários meses devido à covid-19, garantindo a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade que esses 30 dias darão "espaços" aos dois governos para reatarem as ligações aéreas.

da redação com Lusa

 

 

 

 

 

 

   

 

 
 
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