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Sexualidade na adolescência período marcado por profundas alterações biológicas

 

22.3. 2021

Sexualidade e Sua Etapa é um regime que passa em vários trajectos do crescimento defende  Ester Will.

A sexualidade na adolescência é uma época de transição entre a infância e a idade adulta, um período marcado por profundas alterações biológicas, fisiológicas e psicológicas, durante o qual o corpo adquire os caracteres sexuais “masculinos e femininos” associados ao sexo biológico.

Por causa desta situação, a nossa reportagem foi ouvir a Ester Will, que não poupou palavras para mostrar quais os percurso da Sexualidade e Sua Etapa.

Ester Will começou por dizer, o período do desenvolvimento sexual, é um processo que passa em vários percursos do crescimento, que na realidade, a sexualidade nasce com o bebé e vai evoluindo na sua forma e expressão ao longo de toda a vida. Isto é, o desenvolvimento psicosexual que é um processo complexo e delicado, sujeito a diversos acasos à medida que o ser humano passa pela infância, adolescência, idade adulta e velhice.

“Apesar de o ser humano seja um ser sexuado, a sexualidade é diferente consoante a idade. As crianças, os adolescentes, os adultos e as pessoas idosas têm interesses sexuais, manifestando a sua sexualidade através de determinados comportamentos. Contudo, a sexualidade muda com a idade, verificando-se características próprias que estão associadas a cada fase da vida”, Sublinhou  Ester Will.

Ester Will explicou Também em cada etapa da vida, as pessoas vivem a sua sexualidade de formas diferentes, estando esta sujeita à influência de diversos fatores socioculturais e às particularidades individuais do desenvolvimento biofisiológico e psico-afetivo de cada pessoa.

Conforme explicação desta educadora, ao longo do ciclo da vida, do ponto de vista biofisiológico existem 3 períodos importantes: o período pré-natal, a puberdade e o climatério. Do ponto de vista psicossocial distinguem-se claramente: o período pré-pubertário, a adolescência, a vida adulta e a velhice.
 
“Neste contexto, é difícil definir a sexualidade de uma forma sintética, pois cada período tem as suas especificidades. Apesar disso, as maiores diferenças no desenvolvimento verificam-se entre a fase da pré-puberdade e a fase da pós-puberdade. Nesta seção, pode encontrar informação sobre as principais características que definem cada período da nossa evolução”, disse.

A sexualidade pré-pubertária, Entre os 0 e os 10-12 anos, na infância, a sexualidade é encarada como uma descoberta, nomeadamente do próprio corpo, considerando-se como o primeiro ato sexual da criança mamar no peito da mãe. Nesta fase, a sexualidade é vivida e desenvolve-se nas relações com as sensações corporais e em interação com as figuras de apego.

As principais características da sexualidade nas crianças são:

Os órgãos genitais estão pouco desenvolvidos. Os caracteres sexuais apenas iniciam o seu desenvolvimento.

A quantidade de hormonas sexuais na circulação sanguínea é também muito pequena.

As sensações de prazer não adquiriram ainda um significado específico, devido a fatores hormonais e sociais.

Os estímulos táteis sobre o próprio corpo são os que têm maior poder propiciador de respostas fisiológicas sexuais.

A sexualidade está mediatizada pelos afetos, a interiorização da moral sexual. Até aos dois/três anos, as crianças adquirem consciência da sua identidade sexual, ou seja, reconhecem-se e identificam-se como rapaz ou rapariga. Simultaneamente, iniciam um processo de aprendizagem e interiorização das funções que a sociedade considera próprias do rapaz ou da rapariga, e que estão associadas ao papel de género.

Também se verifica o controlo dos esfíncteres e a criança começa a questionar-se sobre a origem dos bebés. Os modelos de identificação ou imitação também surgem nesta fase, assim como os problemas relativos ao ciúme (em que a criança não compreende nem aceita uma possível partilha das figuras de apego – a aparecimento do Complexo de Caim e Complexo de Édipo). 

A sexualidade na adolescência a puberdade é uma época de transição entre a infância e a idade adulta, um período marcado por profundas alterações biológicas, fisiológicas e psicológicas, durante o qual o corpo adquire os caracteres sexuais (masculinos e femininos) associados ao sexo biológico, dando-se igualmente a maturação do aparelho reprodutor e a aquisição da capacidade reprodutiva. 

A descoberta da sexualidade atinge o seu auge. O desejo sexual torna-se algo mais específico e vários estímulos adquirem valor sexual. Com uma maior atividade hormonal, os jovens passam por várias alterações ao nível do corpo, designadamente aumento dos órgãos sexuais, ejaculação noturna no caso dos rapazes e a primeira menstruação no caso das raparigas. Habitualmente é neste período que ocorrem os primeiros contatos sexuais e as primeiras experiências.

com a Mudanças biofisiológicas, chegada da puberdade, produz-se um conjunto de mudanças fisiológicas (ex: estatura, peso) e também uma sequência de mudanças especificamente sexuais que culminarão na maturação dos órgãos sexuais, assim como na capacidade de resposta à estimulação sexual.

Nas mudanças psicológicas, o adolescente adquire uma nova forma de pensamento que lhe permite formular hipóteses, raciocinar sobre elas e extrair as suas próprias conclusões. Estas novas possibilidades intelectuais também lhe permitem refletir sobre os seus próprios pensamentos, bem como orientar o seu afeto para determinadas ideias e valores.

O processo de formação da identidade pessoal e sexual é a tarefa mais importante do adolescente no que se refere à sua personalidade.

Mudanças na capacidade de integração social

Nesta fase, os jovens desenvolvem a capacidade de integração com o grupo de iguais e a capacidade de integração no mundo dos adultos. Surgem também novas necessidades afetivas e sexuais que podem conduzir à dissolução do grupo, em favor da formação de casais.

A manifestações anatómicas e fisiológicas nos rapazes, as transformações começam por volta dos 9 aos 14 anos e são muito mais demoradas do que nas raparigas.

Esta educadora destinguiu as principais características das mudanças são: Surgimento de pêlos nos púbis, nas axilas e no peito, aumento dos testículos e do pénis;

Crescimento da barba, Voz grossa, Ombros mais largos, Aumento da massa muscular, Início da produção de espermatozóides, aumento do peso e da estatura

Nesta fase os rapazes têm as primeiras ejaculações, que geralmente ocorrem durante o sono (os chamados “sonhos molhados”).

Nas raparigas inicia-se, em geral, entre os 8 e os 13 anos, variando este período de pessoa para pessoa. Em geral, a puberdade tem início com a primeira menstruação, que coincide com o surgimento de uma série de transformações do corpo, que já se vinham manifestando na fase conhecida como pré-puberdade.

As principais características são:

Alargamento dos ossos da bacia (ancas), Início do ciclo menstrual (menarca), surgimento de pêlos no púbis e nas axilas, depósito de gordura nas nádegas, nos quadris e nas coxas, desenvolvimento das mamas.

Surge a primeira menstruação , que pode aparecer inesperadamente ou chegar precedida de vários dias de dores abdominais e de cabeça.

Em comparação com a adolescência, na idade adulta a sexualidade é vivida mais tranquilamente. Porém, a sexualidade continua a ser é muito distinta de pessoa para pessoa, como consequência do grau de diversidade que implicam as suas formas de vida.

Na idade adulta, a maioria das pessoas encaram a sexualidade com normalidade. Isto advém de uma maior maturidade resultante de uma vida familiar tendencialmente mais estável ou por possuírem um/a companheiro/a fixo/a.

A sexualidade no envelhecimento, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a entrada numa idade adulta mais avançada não significa colocar a vida sexual de parte.

O envelhecimento é um processo indutivo de várias mudanças no indivíduo, nomeadamente ao nível físico, mental e social. Estas mudanças tendem a afetar a expressão da sexualidade, na medida em que se torna necessário para a pessoa “idosa” redefinir objetivos, isto é, reconhecer que está numa nova fase do ciclo vital e que, tal como as anteriores, está associada a determinados “acontecimentos padrão”, assim como de crises de desenvolvimento próprias da fase em questão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou o critério do intervalo de idades entre os 60 e os 65 anos para definir as pessoas idosas, o que, na maioria dos países desenvolvidos, corresponde ao início da idade da reforma, sendo que o fator cronológico assume aqui uma importância significativa. De facto, a componente biológica é fundamental no processo de envelhecimento, e tem uma dinâmica própria, sobre a qual o ser humano não tem qualquer influência ou poder de decisão.

Parece ser consensual e lógico que o sexo e a sexualidade fazem parte da vida da pessoa idosa, mesmo que haja uma redução da frequência e da intensidade. Se por um lado há diminuição de energia, força e vitalidade, por outro há tendencialmente um aumento do tempo disponível e diminuição de preocupações profissionais.

A nossa entrevista seguiu ao enfermeira Vicentina da ASPF que afirmou ainda, que na infância, a sexualidade é encarada como uma descoberta, nomeadamente do próprio corpo, considerando-se como o primeiro ato sexual da criança mamar no peito da mãe.

 

A sexualidade é diferente consoante a idade. As crianças, os adolescentes, os adultos e as pessoas idosas têm interesses sexuais, manifestando a sua sexualidade através de determinados comportamentos, a sexualidade muda com a idade, verificando-se características próprias que estão associadas a cada fase da vida.

Também em cada etapa da vida, as pessoas vivem a sua sexualidade de formas diferentes. A sexualidade no envelhecimento, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a entrada numa idade adulta mais avançada não significa colocar a vida sexual de parte.

O envelhecimento é um processo indutivo de várias mudanças no indivíduo, nomeadamente ao nível físico, mental e social. Estas mudanças tendem a afetar a expressão da sexualidade, na medida em que se torna necessário para a pessoa “idosa” redefinir objectivos, isto é, reconhecer que está numa nova fase do ciclo vital e que, tal como as anteriores, está associada a determinados “acontecimentos padrão”, assim como de crises de desenvolvimento da própria da fase em questão.

O. SoaresSoares

 

 

 

 

   

 

 
 
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