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Governo são-tomense promete melhorias no abastecimento de energia elétrica num prazo “muito curto”

 

10 .5. 202

 O Governo são-tomense garantiu  a crise de energia elétrica que o país vive há já mais de dois meses poderá estar resolvida "num tempo muito curto".

"Uma parte das peças encomendadas pelo Governo já chegou e a manutenção está em curso", disse a jornalistas o diretor da Empresa de Água e Eletricidade (Emae), Dinameneo Luís, sublinhando que a crise no fornecimento de eletricidade a população deveu-se a atrasos na chegada ao país de encomendas feitas pela empresa pública.

"O encerramento de algumas empresas que habitualmente fornecem peças para a Emae decorrente da pandemia de covid-19 levou a que ficássemos todo este tempo a produzir muito abaixo da nossa capacidade e consequentemente a racionalizar o fornecimento de energia à população", explicou o diretor.

"As nossas centrais térmicas têm diferentes tipos de geradores de energia e isso implica que as encomendas de peças para reposição devem ser feitas em diferentes países", acrescentou Dinameneo Luis.

Três grupos geradores estão a ser reabilitados, devendo os trabalhos estarem concluídos "dentro de alguns dias", referiu o responsável.

Em quase todo o país os cortes são constantes e prolongados, havendo casos em que a população fica sem energia elétrica durante 12 horas consecutivas.

Nas últimas semanas, as reclamações aumentaram de tom particularmente nas redes sociais onde o governo tem sido duramente criticado por não encontrar uma solução para a crise.

O ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu, disse numa reunião partidária que uma solução para a crise estava para breve.

"As peças para os grupos geradores foram encomendadas atempadamente, mas acontece que, por causa da pandemia, as ligações marítimas entre os vários países não facilitaram a que essa encomenda chegasse ao país rapidamente", disse o governante.

“O Governo foi obrigado a fazer um esforço financeiro de 120 mil dólares [99,5 mil euros] para que essas peças chegassem ao país via aérea", acrescentou Osvaldo Abreu.

Para o diretor de eletricidade, "com a chegada das peças vai-se começar, num tempo curto, a sentir melhoria paulatinamente no fornecimento de energia".

 Com Lusa

 

 

 

   

 

 
 
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