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PR da Guiné-Bissau propõe maior

 aproximação entre os PALOP

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, propôs hoje em São Tomé que os dirigentes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) devem encontrar um espaço de maior aproximação, trocando visitas mais frequentes.

17.6. 2021"Temos uma história e eu penso que hoje temos de nos aproximar mais, temos de trocar visitas entre os Estados, entre os presidentes, entre os chefes de Governo, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros ou de Relações Exteriores", propôs Umaro Sissoco Embaló, em declarações a jornalistas, no final de um encontro com o seu homólogo são-tomense, Evaristo Carvalho.

"Eu, no quadro da amizade entre os povos irmãos, vou já para Cabo Verde e assim farei com todos os povos irmãos dos PALOP", acrescentou o chefe de Estado guineense.   

 

O Presidente da Guiné-Bissau, que visita São Tomé e Príncipe até sexta-feira, referiu que as relações do seu país com o arquipélago "são muito antigas, elas estão enraizadas num passado comum de luta pela independência nacional da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe, são relações de longe que não se esgotam no passado".

"Eu quero dizer ao Sr. presidente que muitas vezes nós nos esquecemos das relações entre os nossos dois povos, entre os Estados. Encontramo-nos só no quadro da amizade dos PALOP ou da CPLP. Penso que nós podemos ir para além disso", defendeu.

Sissoco Embaló lembrou que já estiveram na capital são-tomense os presidentes Luís Cabral, João Bernardo "Nino" Vieira, Kumba Ialá e Malam Bacai Sanhá, "mas foi só no quadro da CPLP ou dos PALOP e foram também presidentes são-tomenses para a Guiné-Bissau, mas nunca numa visita oficial".

O Presidente guineense disse que "respondeu prontamente" ao convite do seu homólogo para visitar São Tomé e Príncipe para "trazer ao povo de são-tomense e às suas autoridades os sentimentos de amizade e solidariedade do povo guineense".

O chefe de Estado defendeu que a consolidação das relações bilaterais entre os dois países é também "um contributo valioso para o reforço da amizade entre os PALOP e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sissoco Embaló referiu-se aos protocolos assinados na capital guineense aquando da visita de Evaristo Carvalho a este país como um instrumento que "terá um impacto muito positivo no estreitamento das relações entre os governos e povos guineense e são-tomense".

Durante a deslocação de Evaristo Carvalho, em maio, os dois países assinaram um acordo de isenção de vistos e um protocolo de cooperação consular, documentos que, segundo a chefe da diplomacia guineense, Suzi Barbosa, vão permitir maior mobilidade, como está previsto no âmbito da CPLP.

De acordo com o programa da visita, o chefe de Estado guineense terá na quinta-feira dois encontros separados com o presidente da Assembleia Nacional (parlamento são-tomense), Delfim Neves, e com o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

O Presidente da Guiné-Bissau deverá ainda realizar visitas turísticas ao Museu do Café, em Monte Café, a 16 quilómetros da capital, e também à Casa-Museu Almada Negreiros.

Lusa

 

 

 

 

   

 

 
 
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