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São Tomé e Príncipe: crédito de 30 milhões de dólares e barco catamarãs volta a levantar polémica

19. 6. 2021 O caso de 30 milhões de dólares, e dos navios catamarãs envolvendo o 16° governo constitucional, dirigido por Patrice Trovoada do ADI através da CHINA-SONANGOL, continua ser um dos assuntos levantados, e renunciados pelas autoridades governamentais são-tomenses, e angolanas.

 

O assunto, mereceu o destaque esta terça-feira numa conferência de imprensa concedida aos Órgãos de Comunicação Social são-tomense, quer estatal e privado pelo Ministro das Finanças, Planeamento e Economia Azul, Osvaldo Vaz., que aproveitou para fazer o balanço durante sua estadia em Angola nas últimas semanas.

 

Osvaldo Vaz, disse que a visita que efectuou recentemente a Angola, tinha como o principal objectivo, abordar e discutir com as autoridades angolanas várias questões, nomeadamente, perdão de dívidas de São Tomé e Príncipe para com Angola, e bem como do caso de 30 milhões de dólares doados pela China – Sonangol e apurar mais informações junto as autoridades angolanas sobre o caso de catamarãs que chegaram a São Tomé e Príncipe pelo anterior governo, um caso que está na justiça angolana, porque, segundo as autoridades angolanas, estes barcos foram adquiridos com fundos públicos.

 

Segundo o Ministro Osvaldo Vaz, existe poucas informações sobre estas embarcações, e dos 10 milhões de dólares que chegaram ao país no âmbito do contracto com a China-Sonangol FOUND do Empresário chinês SAPAM, (na foto).

“ Esta questão de catamarãs, eu acho que para o país é muito importante, porque vão ajudar esclarecer as coisas, o nosso objectivo a Angola, foi procurar registar alguns patrimónios de São Tomé e Príncipe que estavam ser registados pela Direcção de Património, e para isso precisávamos algumas informações, nós solicitamos a Empresa RODMAN algumas informações, e disseram que estas embarcações, e muitas outras, foram adquiridas pela China – Sonangol, e como também sabem os 10 milhões, também vieram pela China-Sonangol, e temos ai patrimónios, e não temos como registar”, explicou aos jornalistas, o governante.

 

 

Ainda a volta deste caso, o Ministro das Finanças, Osvaldo Vaz, reafirmou que, o governo quer esclarecer a coisas, e está disponível para colaborar com as autoridades angolanas, tendo salientado que os catamarãs não estão em nome do país, e muito menos, não está registado no Património do Estado, porque na altura que se pretendia registar as embarcações, não haviam informações seguras ara o devido registo, desde os valores, e os documentos comprovativos para a sua aquisição.

Quanto ao perdão de dívidas, o governante disse que, reuniu-se com a sua homóloga angolana, onde falaram destas dívidas, e segundo o ministro, São Tomé e Príncipe está a rever as suas dívidas bilaterais com Angola, no sentido de se conseguir perdão das mesmas, ou negociar duma forma de pagá-lo, independentemente das condições financeiras do país, iremos honrar os nossos compromissos, mais ainda não se sabe o valor certo do perdão de dívidas, e segundo ainda Osvaldo Vaz, os valores são altos, e estão acima de 200 milhões de dólares.

 

Interpelados pelos jornalistas sobre a greve programadas e convocadas para o próximo sábado 19 de Junho do corrente ano, pelos Sindicatos de 4 Empresas do país, nomeadamente, (EMAE, ENAPORT, ENASA, e Controladores Aéreos), no qual manifestam o descontentamento a proposta de Reajuste Salarial do Governo que está sendo analisado pela Assembleia Nacional, o Ministro Osvaldo Vaz, afirmou que o sindicato estão a fazer o seu papel, e que o governo está aberto para o diálogo, sendo um processo novo, e qualquer um tem o direito de prenunciar, é um direito legítimo, é o papel do sindicato, sempre o bom senso deve prevalecer para o bem-estar de todos os são-tomenses.

 

O ministro reforçou a posição do governo, tendo afirmado ainda que, o reajuste salarial, é um processo irreversível, porque esse reajuste vai ajudar a todos para estamos muito mais esclarecidos, e todos juntos vamos avança-lo, juntamente com Assembleia Nacional; pontuou, Osvaldo Vaz.

Jornal Tropical

 

 

 

   

 

 
 
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