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São Tomé/Eleições: Comissão Eleitoral apela ao cumprimento das medidas anti-covid-19

 

 

 

O presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) de São Tomé e Príncipe felicitou hoje a “forma pacífica” como tem decorrido a campanha para as presidenciais do próximo domingo, mas lamentou o desrespeito das regras sanitárias.

“A Comissão Eleitoral Nacional gostaria de felicitar a forma pacífica como tem decorrido a campanha eleitoral, sem grandes incidentes”, disse, em conferência de imprensa, o presidente da CEN, Fernando Maquengo de Freitas.

No entanto, ressalvou o responsável, é de “lamentar por parte de muitos candidatos e os seus apoiantes o desrespeito das regras sanitárias” para prevenir a propagação da covid-19.

“Vivemos um período pandémico devido à covid-19 e assistimos a passeatas e agrupamentos em que muitas vezes o distanciamento social e o uso de máscaras não têm sido respeitados”, comentou.

Para o dia da votação, a CEN reforça o apelo para que sejam cumpridas as regras sanitárias, nomeadamente o distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

As mesas de voto terão álcool gel disponível, bem como algumas máscaras para ceder a eleitores – de uma forma geral, a população são-tomense não utiliza máscara nas ruas.

Instado a comentar os alertas do Presidente cessante, Evaristo Carvalho, sobre o fenómeno do ‘banho’, de compra de votos, Fernando Maquengo disse que “qualquer ilícito que se enquadre nesta atitude, a lei eleitoral prevê as sanções para tal”.

“A Comissão Eleitoral, desde que tenha conhecimento efetivo deste fenómeno, acionará certamente o Ministério Público para as devidas responsabilizações”, acrescentou.

Nas declarações à imprensa, Fernando Maquengo esclareceu também que dos boletins de voto apenas constam as fotografias e nomes dos candidatos, de acordo com a lei eleitoral, depois de alertas sobre uma eventual fraude pela candidata Elsa Garrido.

“A comissão eleitoral, neste momento, tem tudo preparado para o dia 18. Os últimos detalhes estão a ser acertados”, afirmou o presidente.

O organismo apelou a “uma participação massiva de todos os cidadãos eleitores a nível de São Tomé e Príncipe e da diáspora” e reiterou a necessidade do “cumprimento rigoroso do código de conduta e do respeito das orientações sanitárias”.

“Que seja o dia 18 de julho uma festa da democracia. Mesmo aqueles que perderem estão obrigados no dia 19 a conviverem lado a lado, de mãos dadas se calhar, com aqueles que ganharem. São Tomé e Príncipe continuará e assim será bem para todos nós”, salientou Fernando Maquengo.

Um total de 304 mesas de voto estarão disponíveis, das quais 286 no país e as restantes na diáspora – sendo 15 em Portugal, o país com a maior comunidade emigrante de São Tomé e Príncipe.

Às eleições presidenciais concorrem um número recorde de candidatos – 19.