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Governo de São Tomé avisa que "não vai tolerar atos de subversão da ordem pública"

São Tomé está perante uma crise política e institucional porque a justiça ainda não divulgou resultados oficiais das eleições do dia 18. O Governo afirma não tolerar atos de O primeiro-ministro são-tomense avisou esta segunda-feira que o seu “Governo não vai tolerar nenhum ato de subversão da ordem pública” e prometeu responsabilizar “dirigentes políticos e as forças partidárias” que considera estarem a instrumentalizar a população.

 

Durante o fim de semana, um grupo de cidadãos, promoveu uma manifestação, na Trindade, Distrito de Mé-zóchi, defronte da residência oficial do Presidente da República são-tomense, Evaristo Carvalho, na tentativa de serem recebidos pelo Chefe de Estado à quem pedem uma posição para resolver o impasse eleitoral no país e permitir a realização da segunda volta das eleições para o dia 8 de agosto, como estava previsto pela Comissão Eleitoral Nacional.

 

Segundo o chefe do Governo são-tomense, o mesmo grupo também se deslocou, “sem autorização prévia”, à residência do Presidente do Tribunal Constitucional com “o propósito de invasão a privacidade e coação” e realizou, no domingo, “uma vigília diante do Palácio do Povo” e “na praça da independência, numa clara tentativa de promover e testar a reação das forças de defesa e segurança que se mantiveram prontas, serenas e vigilantes, na manutenção da ordem pública”.

 

“Os dirigentes políticos e as forças partidárias que de forma acintosa, pública e comprovadamente instrumentalizarem a população, ou seja proferindo discursos inflamatórios, organizando e financiando atos ilícitos puníveis por lei, que incitem a violência, ao ódio, a insurreição e a desordem pública, serão responsabilizados política e criminalmente”, alertou o primeiro-ministro.

Jorge Bom Jesus considerou que “o contexto pós-eleitoral é deveras preocupante e precário, e exige de todos os atores políticos, sociais e a sociedade civil organizada muita contenção para evitar derivas, aproveitamentos e até caos social”.

 

Na última semana, militantes da Ação Democrática Independente (ADI) e apoiantes de Carlos Vila Nova, candidato mais votado na primeira volta das eleições em São Tomé, realizaram uma manifestação na cidade de São Tomé para exigir o fim do bloqueio do processo eleitoral.

 

“Instamos os dirigentes políticos a adotarem uma postura de responsabilidade patriótica perante a conjuntura atual que briga com o processo eleitoral em curso e a imagem do Estado são-tomense”, explicou o governante. São Tomé e Príncipe está perante uma crise política e institucional porque a justiça não divulgou, até ao momento, os resultados oficiais das eleições realizadas no dia 18 de julho.

subversão da ordem pública.

(observador)