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Presidente são-tomense diz que aos 46 anos as Forças Armadas tornaram-se republicanas

"Sem margem para dúvidas, assumir que se trata de "uma instituição verdadeiramente republicana e plenamente adulta", afirmou presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, sobre as Forças Armadas.

Evaristo Carvalho completou cinco anos de mandato presidencial em 3 de setembro, mas declarou que vai permanecer no exercício das funções para as quais foi "eleito pelo povo, enquanto decorrerem os atos da segunda volta da eleição" presidencial de 5 de Setembro.

O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, destacou esta segunda-feira a evolução positiva das Forças Armadas na defesa e respeito dos valores e princípios que norteiam a instituição, tornando-a verdadeiramente republicana ao serviço da nação.

“Honra-me enquanto cidadão perceber a evolução positiva desta força, mormente no que concerne a postura dos homens e mulheres que compõem as diversas estruturas desta instituição, pois, ao serviço da nação têm demonstrado serem defensores e respeitadores dos valores e princípios que norteiam uma força armada“, refere Evaristo Carvalho na sua última mensagem às Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP), enquanto Presidente da República.

Na sua “despedida”, Evaristo Carvalho felicitou as FASTP pelos 46 anos da sua institucionalização, que esta segunda-feira se assinalam, e considerou que se pode “sem margem para dúvidas, assumir que se trata de “uma instituição verdadeiramente republicana e plenamente adulta”.

Evaristo Carvalho, que é por inerência de funções comandante supremo das Forças Armadas, destacou o papel das FASTP no “combate contra a pandemia da Covid-19”, realçando que “com os serviços de segurança”, as FASTP “têm desempenhado um papel preponderante, o que demonstra que em tempos de paz, várias são as valências que as forças adquirem”.

O chefe de Estado referiu que um dos desafios que a pandemia colocou é a não incorporação de novos soldados-recrutas nos últimos dois anos.

Também pelo segundo ano consecutivo as FASTP não realizam o habitual “ato central”, durante o qual centenas de populares costumavam afluir ao quartel-general para assistirem a exibições dos militares que, perante a bandeira nacional, juram “defender em quaisquer circunstâncias e até as últimas consequências o país e o seu povo, sempre no estrito cumprimento da Constituição e na observância das demais leis da República”.

Como comandante supremo das Forças Armadas, quero hoje [esta segunda-feira] expressar o meu louvor aos soldados que continuam além do tempo, pelo vosso esforço e dedicação, e aos sargentos, oficiais subalternos, oficiais superiores e oficiais generais que tudo têm feito para que as nossas Forças Armadas continuem a servir a nação, de forma ordeira e serena apesar de todas as peripécias, nesse tempo de pandemia e não só”, disse.

O Presidente cessante considerou que a “modernização das Forças Armadas é um processo contínuo”, para que ela possa a cada momento adequar-se às solicitações que lhe serão feitas, “tendo em conta as mutações que as nossas sociedades vão sofrendo, e porque as batalhas de hoje deixaram de ser as tradicionais”.

Evaristo Carvalho completou cinco anos de mandato presidencial em 3 de setembro, mas declarou que vai permanecer no exercício das funções para as quais foi “eleito pelo povo, enquanto decorrerem os atos da segunda volta da eleição” presidencial de 5 de setembro.

Carvalho disse também que “até ao dia de empossamento do novo Presidente da República eleito [domingo], igualmente por sufrágio universal, direto e secreto” vai manter “justa e rigorosamente” o estatuto de Presidente da República. ( Lusa)