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Governador do Banco Central diz que economia  de São Tomé e Príncipe

desacelerou em 2021, 1,8% e que vai  crescer em 2022 entre 2,5% a 2,8%

 

Américo Barros justificou a contração económica pela diminuição dos investimentos públicos e pelo enfraquecimento do setor privado, com realce para o sector do turismo, "fortemente atingido" pela pandemia de covid-19.

Quanto à taxa de inflação prevista para 2022, Américo Barros disse que deverá manter a actual tendência de desaceleração e fixar-se em 8,7%.

"A conjugação da expansão da procura agregada, com o aumento de preço no mercado internacional, pressionará a inflação que, ainda assim, deve manter-se abaixo de dois dígitos, cerca de 8,8%, nível inferior ao do ano 2020", afirmou.

Relativamente às trocas comerciais com o exterior, o governador do Banco Central revelou que, apesar de uma "importante recuperação da exportação, ela não foi suficiente para fazer face ao substancial aumento da importação".

O que, acrescentou, provocou "assim um agravamento do défice comercial que rondará os 22,1%, e promovendo a pressão sobre as reservas cambiais, sem, contudo, comprometer as condições para a preservação da paridade fixa com o Euro, no âmbito do Acordo de Cooperação Económica com Portugal, bem como, dos compromissos assumidos com o FMI [Fundo Monetário Internacional]".

Américo Barros considerou que os dados disponíveis na banca comercial no país revelam "uma certa resiliência aos impactos da covid-19".

"Os indicadores de solidez financeira apontam para a preservação da estabilidade financeira verificando-se mesmo um aumento da rendibilidade do setor bancário e uma contração do crédito malparado em 4 pontos percentuais", explicou.

Persistem, todavia, "algumas vulnerabilidades" relacionadas ao "baixo nível de transformação, elevados níveis de concentração e alguma exposição a certos riscos que se impõem debelar".

Américo Barros manifestou-se otimista quanto às perspetivas macroeconómicas de médio prazo, que classificou como "desafiadoras" e que exigem "medidas estruturais profundas, nos setores monetário, fiscal e real".

"Neste sentido, perspetiva-se que a economia nacional deverá crescer em 2022 entre 2,5% e 2,8%", antecipou.

"Com a retoma da economia mundial espera-se um contexto externo mais propício às aspirações das pequenas economias em 2022", frisou.

Lusa/fim