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São Tomé e Príncipe poderá sofrer redução de 50% de combustível proveniente de Angola

 

Na carta refere-se que a diminuição de fornecimento poderá ser suspensa quando a Emae assegurar “as condições de pagamento destes lotes” e a ENCO “consiga reunir os meios financeiros necessários para garantir a aquisição de combustíveis a terceiros”.

A Empresa Nacional de Combustível e Óleo (ENCO), gerida pela Sonangol, notificou o Governo são-tomense que reduzirá 50% do combustível fornecido à Empresa de Água e Electricidade (Emae) por falta de pagamento de dívidas vencidas.

“Sob pena de não conseguir repor os ‘stocks’ já na próxima importação, prevista para 16 de Abril de 2022 [...], a partir de 01 de Março de 2022 seremos obrigados a reduzir as quantidades de combustíveis fornecidos à Emae em 50% por dia”, lê-se numa carta do conselho de administração da ENCO, de 22 de Fevereiro.

A empresa justifica a decisão levando em conta que, até àquela data, não recebeu “quaisquer pagamentos dos fornecimentos de combustíveis para os grupos de geradores da Emae”, nem recebeu “propostas calendarizadas para a liquidação das dívidas vencidas” e a ENCO “tem vindo a enfrentar dificuldades de tesouraria”.

Na carta refere-se que a diminuição de fornecimento poderá ser suspensa quando a Emae assegurar “as condições de pagamento destes lotes” e a ENCO “consiga reunir os meios financeiros necessários para garantir a aquisição de combustíveis a terceiros”.

O ministro das Infra-estruturas e Recursos Naturais, Osvaldo Abreu explicou que o problema da dívida para com a ENCO perdura “ao longo de vários anos”, mas têm sido sempre ultrapassados.

(In mercado)