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PCD, partido de convergência democrática em S. Tomé e Príncipe tem novo líder, Danilson Cotu

 

28 .09.2020 Danilson Cotu foi eleito no domingo  em congresso, por aclamação, presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD), no governo em São Tomé e príncipe, substituindo no cargo o médico Arlindo de Carvalho.

O novo presidente, que é líder da bancada parlamentar, foi eleito em lista única que concorreu ao escrutínio no 8.º Congresso do partido, com dois vice-presidentes, Elves Reis e Eula Carvalho, da Região Autónoma do Príncipe.

“Eu e a minha equipa estamos cientes de que será um percurso enorme que nos espera, um acrescer de responsabilidade, muita expetativa, mas estamos certos de que com determinação, trabalho e o suporte daquilo que são as próprias estratégias do partido, chegaremos a bom porto”, disse Danilson Cotu aos jornalistas.

O congresso alterou os Estatutos do partido, eliminando dois cargos de vice-presidentes, um secretário geral adjunto e reduziu de 600 para 200 o número de membros do Conselho Nacional, órgão deliberativo do partido.

“Nós queremos um Conselho Nacional mais interventivo, mais participativo e não pensamos apenas em números, queremos também pugnar pela qualidade em termos de intervenção e de participação”, justificou o responsável.

Sublinhou ainda que esta redução, além de “tornar o órgão mais operacional, folgará o partido em termos orçamentais”.

De acordo com o novo estatuto, o PCD volta ao modelo anterior, que vigorou até 2016, reintroduzindo a figura de secretários distritais e regional, enquanto figura máxima do partido ao nível local.

“Pretendemos a revitalização dos Conselhos Distritais porque os distritos têm que trabalhar mais”, defendeu Danilson Cotu.

A comissão politica do PCD, órgão decisor a seguir ao Conselho Nacional, compreende 100 membros que serão reduzidas para 40. Serão eleitos na primeira reunião do Conselho Nacional “por seleção criteriosa dos seus membros e maior disciplina”, com base num regulamento.

Danilson Cotu prometeu “muito trabalho, muita dedicação” e sublinhou que a sua direção vai estar muito virada para “uma maior abertura para as mulheres, para a juventude e para a diáspora”

O PCD integra o atual governo do primeiro ministro Jorge Bom Jesus, numa coligação de três partidos, incluindo a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD) e o Movimento Democrático Força da Mudança-Partido Liberal (MDFM-PL).

Nesta coligação, o PCD tem três assentos, a UDD tem um e o MDFM-PF tem um.

No atual governo, o PCD ocupa a pasta do Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, enquanto um dos seus quatro vice-presidentes, Delfim Santiago das Neves, é o presidente da Assembleia Nacional (parlamento).

Surgido em 1990, no auge da abertura democrática em São Tomé e Príncipe, como Grupo de Reflexão, o PCD viria a transformar-se em partido politico, concorrendo às primeiras eleições multipartidárias e vencido com maioria absoluta de 33 deputados.

Formou governo, o primeiro liderado por Daniel Lima dos Santos Daio, que governou o país durante pouco mais de um ano, tendo sido demitido pelo então Presidente da Republica, Miguel Trovoada.

Sucedeu-se um segundo governo, que viria a ser demitido um ano depois, também por Miguel Trovoada.

Desde então o PCD iniciou uma travessia do deserto, tendo sobrevivido, participando em coligação com sucessivos governos do arquipélago.

“Nós coligamo-nos com praticamente todos os partidos que estiveram no governo neste país”, lembrou a Danilson Cotu à Lusa.

 

 

 

 

   

 

 
 
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