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PR são-tomense quer Forças Armadas pró-ativas no combate

 à pirataria no Golfo da Guiné

O PR são-tomense salienta a importância de Forças Armadas pró-ativas pois São Tomé e Príncipe é uma posição estratégica importante que temos de explorar para beneficiar as mulheres e homens do país.

A três dias do início da campanha para as eleições legislativas, regional e autárquicas previstas para 25 de setembro, o Presidente são-tomense realçou que "as Forças Armadas serão chamadas uma vez mais, junto a outras forças e serviços de segurança a fim de garantirem que o processo decorra de forma ordeira

O Presidente são-tomense afirmou esta terça-feira que o combate à pirataria marítima no Golfo da Guiné exige uma postura pró-ativa das Forças Armadas em articulação com países amigos e parceiros internacionais do arquipélago.

“No quadro regional, no Golfo da Guiné, a posição geoestratégica de São Tomé e Príncipe assume grande importância, posição que devemos saber explorar em benefício de ganhos para construirmos um futuro melhor para as mulheres e os homens deste país”, afirmou Carlos Vila Nova, no ato oficial dos 47 anos da institucionalização das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, assinalados neste dia.

Carlos Vila Nova defendeu que “deve ser prestada atenção aos desafios que atualmente se colocam na defesa marítima” da Zona Económica Exclusiva (ZEE) são-tomense, tais como, “o terrorismo, a pesca ilegal e não declarada, o tráfico de drogas, tráfico de armas e de seres humanos, a poluição e outras formas de ilícitos”.

“Destes atos ilícitos quero destacar a pirataria marítima, que afeta as rotas comerciais vitais para o fluxo de mercadorias. O seu combate exige uma postura pró-ativa e uma atuação especial das nossas Forças Armadas, particularmente a Guarda Costeira, em articulação com países amigos e parceiros regionais e internacionais”, sublinhou o chefe d estado.

É a primeira vez que Carlos Vila Nova preside ao ato central do 6 de setembro, dia das Forças Armadas e feriado nacional em São Tomé e Príncipe. Este ano, não se realizou o habitual ato de juramento de bandeira de novos soldados recrutas, devido ainda os impactos da pandemia de Covid-19.

“As nossas Forças Armadas têm cumprido as suas missões ao longo destes 47 anos, conforme previsto na Constituição e na Lei de Defesa Nacional. Não posso deixar por isso de referir o importante papel que as Forças Armadas têm tido no plano do reforço da segurança interna”, afirmou Carlos Vila Nova, defendendo que “apesar dos parcos recursos financeiros do país, torna-se necessário que o Estado disponibilize os meios necessários à execução das tarefas e missões” militares.

O chefe de Estado sublinhou ainda que “o contributo das Forças Armadas não se esgota no plano das missões especificamente militares, mas também no âmbito social e no apoio ao desenvolvimento“, bem como na transmissão e promoção de “nobres valores éticos que são próprios e característicos da condição militar, como por exemplo a unidade, a disciplina, o trabalho, a honra, o espírito de sacrifício, a lealdade, o amor à pátria, entre outros”.

A três dias do início da campanha para as eleições legislativas, regional e autárquicas previstas para 25 de setembro, o Presidente são-tomense realçou que “as Forças Armadas serão chamadas uma vez mais, junto a outras forças e serviços de segurança a fim de garantirem que o processo decorra de forma ordeira e tranquila, antes, durante e após as eleições”.

O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Olinto Paquete, também exortou os militares a manterem-se “imparciais, apartidários e profissionais nas ações e atitudes” para “mais uma vez demonstrar que a instituição militar é uma garantia fundamental de um Estado de Direito e não uma realidade que com ele se conviva circunstancialmente”. Lusa