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São Tomé/Eleições: Embaixador do Brasil em Angola lidera missão de observação da CPLP

O embaixador do Brasil em Angola, Rafael Vidal, é o líder da missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às próximas eleições legislativas em São Tomé e Príncipe, em 25 de setembro

“Será um embaixador do Brasil que irá chefiar a missão”, anunciou o secretário-executivo da CPLP, Zacarias da Costa, em declarações à Lusa, referindo-se a Rafael Vidal.

Já do Secretariado Executivo da organização, a missão conta com dois portugueses, o jurista Mário Mendão e Filipe Baver Stock, acrescentou Zacarias da Costa.

À Lusa, Mário Mendão explicou que a missão partirá para São Tomé e Príncipe no domingo e deixará o país no dia 28 de setembro.

Para já, integram a missão de observação eleitoral da CPLP 12 elementos, mas poderá chegar pelo menos a 16, porque a organização ainda aguarda pelas confirmações dos parlamentares da CPLP, que se deverão juntar à missão no dia 20, esclareceu o assessor jurídico da organização.

Mário Mendão destacou a singularidade deste próximo ato eleitoral em São Tomé e Príncipe, por ser “o mais alargado”, com três eleições a decorrer em simultâneo.

Além disso, considerou que, tal como já se verificou em anteriores atos eleitorais, neste também “há uma concertação cada vez maior entre as organizações internacionais que apoiam ou são observadores”.

O secretário-executivo, por seu lado, estima que o trabalho desta missão de observadores da CPLP seja tão bom como o das duas anteriores.

“Tivemos duas boas missões em Timor [Leste] e em Angola”, sublinhou.

No total, 10 partidos e uma coligação concorrem às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Ação Democrática Independente (ADI), Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), CID-STP, Movimento União para o Desenvolvimento Amplo (Muda), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS), e Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional.

Em disputa está a eleição de 55 deputados à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e de África.

A ADI foi o partido mais votado nas eleições de 2018, elegendo 25 deputados, seguida pelo MLSTP/PSD, que conseguiu 23 assentos.

A coligação então formada pelo Partido da Convergência Democrática (PCD, segundo maior partido da oposição), pela UDD e pelo MDFM, foi a terceira formação mais votada, obtendo cinco mandatos. O Movimento de Cidadãos Independentes de São Tomé e Príncipe/Partido Socialista (MCI/PS) ocuparam dois lugares no parlamento.

MLSTP e a coligação PCD-UDD-MDFM formaram a chamada “nova maioria” e constituíram governo, liderado por Jorge Bom Jesus.

No dia 25, também o governo regional do Príncipe vai a votos, concorrendo a União para a Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), liderado pelo atual presidente, Filipe Nascimento, e a coligação Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP) e MLSTP/PSD, encabeçada por Nestor Umbelina.

Os 123.302 eleitores são-tomenses são ainda chamados a escolher os presidentes das autarquias.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

Lusa