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Presidente de São Tomé e Príncipe nomeia novo Governo

O novo Executivo de São Tomé e Príncipe nomeado pelo Presidente Carlos Vila Nova é composto por 11 ministros e liderado pelo primeiro-ministro Patrice Trovoada (na foto). Governo toma posse na segunda-feira (14.11).

    

O ministro da Defesa cessante e o ex-candidato presidencial Abel Bom Jesus como ministro da Agricultura, integram o novo Governo são-tomense de 11 ministros, quatro mulheres e sete homens, liderado por Patrice Trovoada, indica decreto presidencial divulgado  no  sábado (12.11).

"Através do decreto da Presidência da República, n.º 28/22, o Chefe de Estado, Carlos Vila Nova, nomeou, hoje, dia 12 de novembro, os membros do XVIII Governo Constitucional, liderado pelo primeiro-ministro e Chefe do Governo, Patrice Trovoada", lê-se numa publicação no Facebook da Presidência da República são-tomense.

O ex-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Jorge Amado, que foi ministro da Defesa Nacional no último governo de Jorge Bom Jesus continuará no novo Governo chefiando o Ministério da Defesa Nacional e Administração Interna.

O Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas será tutelado por Abel da Silva Bom Jesus, um empresário e agricultor que foi candidato independente e o quarto mais votado nas eleições presidenciais são-tomenses do ano passado e que apoiou a candidatura de Patrice Trovoada nas eleições legislativas deste ano.

Quatro mulheres no Executivo

O novo Governo de Patrice Trovoada terá quatro mulheres, correspondentes a 36,3%, próximo do objetivo de 40% previsto na lei de paridade que entrará em vigor no dia 19 de novembro.

Maria Milagre de Pina Delgado assume o novo Ministério dos Direitos da Mulher, Ilza Maria dos Santos Amado Vaz volta a assumir o Ministério da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, setor que liderou no anterior governo de Patrice Trovoada (2014 -2018), Isabel Maria Correia Viegas de Abreu é a ministra da Educação, Cultura e Ciências e a ex-atleta e presidente da Federação São-tomense de Atletismo, Eurídice Borges Semedo Medeiros, assume o Ministério da Juventude e Desporto.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades será chefiado pelo diplomata Alberto Neto Pereira, que até então presidia à Associação dos Diplomatas São-tomenses.

Ginésio Valentim Afonso da Mata, antigo diretor do Orçamento, passa agora a assumir o Ministério do Planeamento, Finanças e Economia Azul, enquanto o Ministério das Infraestruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente será liderado por Adelino Afonso Fernandes Rosa Cardoso.

O antigo quadro do Banco Central, Gareth Haddad do Espírito Santo Guadalupe, que era até então secretário-geral da Presidência da República, foi nomeado ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares.

O Ministério da Saúde, Trabalho e dos Assuntos Sociais será liderado pelo gestor Celsio Rodrigues da Vera Cruz Junqueira, que foi diretor do Hospital Ayres de Menezes, no governo de Patrice Trovoada (2014- 2018).

"Concentração máxima"

A Presidência da República refere que o decreto de nomeação "surge à luz da proposta submetida ao Presidente da República pelo primeiro-ministro e chefe do Governo, Patrice Trovoada, nomeado através do Decreto Presidencial n.º 26/2022" e entra "imediatamente em vigor".

Patrice Trovoada foi nomeado primeiro-ministro na sexta-feira e pediu "concentração máxima" ao seu futuro Governo, que será empossado na segunda-feira, e aos agentes públicos para resolver vários problemas, da economia à saúde, depois de denunciar a "decadência" do país.

"Quanto ao XVIII Governo Constitucional, o tempo é de concentração máxima de todos os seus membros e os agentes do Estado na implementação das soluções que permitirão restabelecer níveis aceitáveis de reservas cambiais, pagar os salários de uma função publica pletórica, cuidar daquilo que apenas por analogia se apelida de sistema nacional de saúde", afirmou Patrice Trovoada, após prestar juramento como chefe do próximo executivo são-tomense, perante o Presidente da República, Carlos Vila Nova, e outros altos representantes do Estado, incluindo o primeiro-ministro cessante, Jorge Bom Jesus, bem como membros da comunidade internacional.

Lusa