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UM MUNDO COM 8 MIL MILHÕES DE HABITANTES EXIGE SOLIDARIEDADE PARA O AVANÇO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA TODOS

Nova Iorque, 15 de novembro de 2022 - A população mundial atinge esta terça-feira, 15 de novembro, 8 mil milhões de habitantes. Este marco é um sinal de melhorias na saúde pública, que reduziram o risco de morrer e aumentaram a esperança de vida. Mas o momento também é um apelo para que a humanidade olhe além dos números e cumpra sua responsabilidade compartilhada de proteger as pessoas e o planeta, começando pelos mais vulneráveis. “Se superamos o abismo entre os que têm e os que não têm, estamos nos preparando para um mundo de 8 mil milhões de pessoas cheio de tensões e desconfiança, crise e conflito”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

 Embora a população mundial venha a atingir cerca de 10,4 mil milhões na década de 2080, a taxa geral de crescimento está a diminuir. O mundo está demograficamente mais diverso do que nunca.

Os países estão a enfrentar tendências populacionais total[1]mente diferentes, que vão do crescimento ao declínio. Hoje, dois terços da população global vive em um contexto de baixa fecundidade, que ao longo da vida é inferior a 2,1 filhos por mulher.

 Ao mesmo tempo, o crescimento populacional tem se concentrado cada vez mais nos países mais pobres do mundo, a maioria dos quais na África Subsaariana. Nesse contexto, a comunidade global deve garantir que todos os países, independente[1]mente de suas populações estarem a crescer ou diminuir, estejam equipados para proporcionar uma boa qualidade de vida para suas populações e, em particular, os mais marginalizados. “Um mundo de 8 mil milhões é um marco para a humanidade – o resultado de uma esperança de vida mais longa, redução da pobreza e declínio da mortalidade materna e infantil.

 No entanto, focar apenas nos números distrai-nos do verdadeiro desafio que enfrentamos: garantir um mundo em que o progresso possa ser desfrutado de forma igual e sustentável”, disse a Diretora Executiva do FNUAP.

United Nations Population Fund Immeuble des Nations Unies Boite Postale 952 - Sao Tomé Tel : 239. 2.221529 Fax : 239. 2.221924 Email: stp.staff@unfpa.org “Não podemos confiar em soluções com a mesma fórmula num mundo em que a idade média é de 41 anos na Europa em comparação com 17 na África Subsaariana. Para ter sucesso, todas as políticas populacionais devem integrar os direitos reprodutivos na sua essência, investir nas pessoas e no planeta e basear-se em dados sólidos”, acrescentou a Dra. Natalia Kanem.

O Dia dos 8 mil milhões representa uma história de sucesso para a humanidade. Porém, levanta preocupações sobre as ligações entre o crescimento populacional, a pobreza, as mudanças climáticas e a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A relação entre crescimento populacional e desenvolvimento sustentável é complexa.

O rápido crescimento populacional torna mais difícil erradicar a pobreza, combater a fome e a desnutrição e aumentar a cobertura dos sistemas de saúde e educação. Por ou[1]tro lado, alcançar os ODS, especialmente aqueles relacionados com a saúde, educação e igualdade de género, contribuirá para desacelerar o crescimento da população global. Da mesma forma que a redução do ritmo do crescimento populacional ao longo de vá[1]rias décadas pode ajudar a mitigar a degradação ambiental, não se deve confundir o crescimento populacional com o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Porque os países com as maiores taxas de consumo e emissões são aqueles onde o crescimento populacional é lento ou mesmo negativo.

Contudo, a maior parte do crescimento da população mundial está concentrada nos paí[1]ses mais pobres, que têm taxas de emissões significativamente mais baixas, mas prova[1]velmente sofrerão desproporcionalmente os efeitos das mudanças climáticas. “Devemos acelerar nossos esforços para cumprir os objetivos do Acordo de Paris, bem como alcançar os ODS”, disse o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Económicos e Sociais.

 “Precisamos de dissociar rapidamente a atividade económica da atual dependência ex[1]cessiva da energia de combustível fóssil, bem como de maior eficiência no uso desses recursos, e precisamos fazer disso uma transição justa e inclusiva que apoie os que fica[1]ram mais para trás”, sublinhou Li Junhua.

 Para inaugurar um mundo em que os 8 mil milhões de pessoas possam prosperar, deve[1]mos buscar soluções comprovadas e eficazes para mitigar os desafios do nosso mundo e alcançar os ODS, priorizando os direitos humanos. Encontrar essas soluções, significa aumentar o investimento dos estados membros e governos doadores em políticas e pro[1]gramas que trabalhem para tornar o mundo mais seguro, mais sustentável e mais inclusivo.

Fonte FUNUAP

Em anexo em formato PDF/ NOTA DE IMPRENSA DIA 8 MIL MILHÕES