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Nações Unidas apoiam formação política das mulheres de São Tomé e Príncipe

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está a financiar uma formação para mulheres da sociedade civil e dos partidos políticos são-tomenses que poderão integrar os 30% nas listas dos partidos nas eleições de 25 de setembro.

“Nas próximas eleições, os partidos políticos irão colocar nas listas, pelo menos, 30% das mulheres em lugares elegíveis: isso vai ser uma grande revolução política e social feita por todos vós, homens e mulheres são-tomenses”, afirmou a coordenadora residente do PNUD, Katarzina Wawiernia na abertura do curso.

A representante do PNUD encorajou as mulheres que estão a integrar-se ativamente na vida pública e política, considerando que “este é um ano muito especial para a história das mulheres” de São Tomé e Príncipe.

Além da lei dos partidos políticos que estabelece a obrigação de 30% de mulheres nas listas partidárias que se apresentarão nas eleições de 25 de setembro, o parlamento são-tomense aprovou na semana passada, na generalidade, a lei de paridade que aumentará a percentagem de representação dos géneros para 40% nos órgãos de decisão do país, incluindo o Governo e a assembleia.

Katarzina Wawiernia considerou que “mais uma vez São Tomé e Príncipe mostra que na África Central é realmente um país exemplo no que diz respeito aos direitos humanos, à democracia e à inclusão“.

O curso denominado “Política no feminino” decorre na Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe até sábado e inclui temas sobre o processo eleitoral, a participação da mulher, o crescimento pessoal da mulher, o marketing político.

“É um passo muito importante em prol do empoderamento das mulheres, visto que as que são empoderadas aqui, poderão empoderar outras mulheres e nós sabemos o quanto é necessário o nosso empoderamento para estarmos à altura dos desafios que se nos põem enquanto mulheres na vida pública, na vida política”, disse a representante da Universidade Lusíada, Fernanda Pontífice.

A antiga ministra da Educação disse esperar que “esta iniciativa convirja para a concretização de uma maior justiça social” em relação às mulheres.

“Pessoalmente eu sei que é uma luta titânica que as mulheres têm que empreender para estarem em pleno na vida pública, não é nada fácil, eu própria já fiz uma carreira política e sei o quanto é difícil enfrentar e reivindicar os nossos direitos”, referiu Fernanda Pontífice.

Na lista de formadoras incluem-se mulheres que já desempenharam vários cargos públicos e políticos no país, nomeadamente, a ex-primeira-ministra Maria das Neves, as ex-ministras Elsa Pinto, Maria de Jesus Trovoada e Ilza Amado Vaz, a ex-bastonária da Ordem dos Advogados Celiza Deus Lima, a procuradora-geral adjunta do Ministério Público, Vera Cravid, entre outras.

(In Lusa)