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Autoridades de São Tomé e Príncipe intimam 10 técnicos portugueses e romenos a deixar o país

2-10-2014 Dez cidadãos estrangeiros, entre portugueses e romenos que trabalham, em São Tomé e Príncipe, na montagem do sistema de iluminação, som e palco do partido da Ação Democrática Independente (ADI, oposição) foram notificados pelos Serviços de Migração (SMF) a abandonarem o país.

São Tomé - Dez cidadãos estrangeiros, entre portugueses e romenos que trabalham, em São Tomé e Príncipe, na montagem do sistema de iluminação, som e palco do partido da Ação Democrática Independente (ADI, oposição) foram notificados pelos Serviços de Migração e Fronteira (SMF) a abandonarem o país até sexta-feira.

Segundo o advogado dos visados, Carlos Stock, as autoridades migratórias alegam que os estrangeiros em causa não podem permanecer no país por motivos de segurança, porque "o Estado não está em condições de garantir a sua segurança".

O advogado Carlos Stock mostrou estranheza pela decisão verbal dos SMF da qual recorreu através de uma providência cautelar.

"Se alegam falta de segurança, por que deixaram outros estrangeiros entrarem no território nacional?", interrogou-se Sctok, notando que os responsáveis dos SMF afirmaram terem ordens superiores que eles estavam apenas a cumprir.

Para o causídico e antigo ministro santomense da Defesa e Ordem Interna (2010-2012), "é possível que existam outros motivos por detrás da decisão", lembrando que os próprios santomenses têm participado na ação de formação em montagem dos sistemas que considerou de "alta tecnologia".

Stock qualificou de "insólita" a posição dos SMF, tendo em conta que os estrangeiros em causa se encontram no território nacional desde 20 de setembro passado.

"Recebemos essa informação verbal, não há nada por escrito. Por isso, estamos aguardando algo por escrito para que nós possamos atuar", indicou, admitindo a possibilidade de que a decisão tenha "motivações políticas".

Assegurou que, ao longo dos anos, as formações políticas contrataram empresas de comunicação e montagem de palco, incluindo profissionais, mas que "nunca receberam ordem de expulsão", o que lhe faz acreditar que "algo vai mal".

Coincidentemente, os quatro romenos e seis portugueses devem abandonar o arquipélago no dia em que regressa ao país o líder da ADI e seu candidato a primeiro-ministro nas eleições legislativas deste mês, Patrice Trovoada, exilado em Portugal há quase dois anos. Da redação, com papapress

 abandonarem o país.

 

 
 
   
 
 
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