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Presidente do Governo Regional do Príncipe defende “Um pacto sobre as grandes questões da Nação”

DRedação, com agência stp-press

22-10-2014 

Dada a situação económica difícil que país atravessa, o Presidente do Governo Regional do Príncipe, afirmou, esta terça, à margem da reunião preparatória da mesa redonda de doadores para prevenção contra Ébola a realizar-se esta quinta-feira no Príncipe, que, se fosse líder do ADI, faria acordo parlamentar, para alterar a constituição e fazer as reformas urgentes que o país precisa.

Reformas profundas no sistema político, na saúde, na educação, na justiça e em tudo que, momentaneamente, constitui constrangimento ao desenvolvimento do país fruto do diagnóstico transversal e profundo da nossa actual sociedade arquipelágica.

Mas o desejo manifestado, esta terça-feira, pelo Presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cardoso Cassandra, não se afigura fácil. 

A revisão constitucional faz-se com uma percentagem ¾ dos deputados, Acção Democrática Independente, ADI, terá apenas 33 deputados na Assembleia Nacional ( Parlamento), mas precisava 37 deputados para tais reformas, o que acarreta envolvimento de outras forças politicas.

“Uma vez engajados, os partidos políticos não poderão demarcar-se dessas reformas e nem fazer aproveitamento politico delas,” frisou Cassandra.

“Um país que produz seis milhões de dólares por ano e precisa de três milhões de dólares mensal para pagar salário ao funcionalismo público é algo que nos deve remeter a todos para uma reflexão profunda, ” disse, ao admitir que o um acordo parlamentar que comprometesse todas as forças politicas “sem excepção” seria desejável para o desenvolvimento S.Tomé e Príncipe.

Segundo Tozé Cassandra, S.Tomé e Príncipe, neste momento, não está a produzir riqueza, sendo a balança comercial extremamente desfavorável ao país, ou seja, a importação tende a ser cronicamente muito superior a exportação.

 “Não me estranharia nada que, daqui a alguns meses, não tenhamos dinheiro para pagar salários, ” alertou Cassandra, observando que o sector privado tem que ser chamado a desempenhar o seu papel enquanto fonte de criação de riqueza.

“Defendo a privatização de empresas estratégicas, como a EMAE, ENAPORT, ENASA mas que o Estado tenha acção de ouro”, afirmou.

''São empresas com custos elevadíssimos para o Estado mas, que, todavia, num sistema de parceria com entidades privadas, a gestão das mesmas teria contornos menos gravosos para o Estado”, argumentou

“O país precisa de reformas profundas para avançar, e temos que ter coragem de as fazer”, concluiu.

 

 

 
 
   
 
 
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