A República de Annobón dá
um passo fundamental em seu caminho para o reconhecimento internacional. Uma
delegação oficial formada pelo primeiro-ministro, Orlando Cartagena Lagar,
e pelo ministro das Relações Exteriores, Reginaldo Piñon Huesca, viajará
esta semana à República Argentina no âmbito da primeira missão diplomática do
governo annoboneso.
Durante sua estada no país
governado por Javier Milei, os representantes manterão uma agenda intensa
que inclui reuniões com líderes políticos, autoridades de diferentes áreas do
Estado argentino, entrevistas com a mídia e reuniões com instituições
acadêmicas e universidades.
O objetivo central desta missão é
fortalecer os laços com atores internacionais que acompanham e apoiam o
processo de reconhecimento da soberania annobonesiana. A ilha, que está sujeita
ao regime de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo – o ditador mais antigo do
mundo – há décadas, atravessa uma situação crítica, denunciada por várias
organizações de direitos humanos.
Annobón foi vítima de graves violações dos direitos fundamentais, incluindo repressão, sequestros, detenção forçada incomunicável e destruição ambiental pela Guiné Equatorial
Essas queixas foram apresentadas
a organizações internacionais que acompanham com preocupação os acontecimentos
na ilha.
A visita à Argentina, irmã mais velha de Annobón, à qual está unida por seu passado colonial como parte do Vice-Reino do Rio da Prata, representa uma oportunidade chave para tornar visível a causa annobonesa e consolidar o apoio na comunidade internacional, com o firme propósito de alcançar o respeito à autodeterminação dos povos e o fim da subjugação colonial imposta pelo regime de Malabo.
