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Países da CPLP querem financiamento directo e célere para a transição energética

Para o presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis, o roteiro da CPLP tem que abrir portas para financiamentos directos, céleres e adaptados à realidade  dos planos de transição energética dos Estados membros.

Representantes dos Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defenderam nesta Quarta-feira financiamento direto e célere para a transição energética, de acordo com o “Roteiro de Cooperação 2030 de Energia e Clima na CPLP” em debate em São Tomé.

“O nosso roteiro de cooperação 2030 não pode ser um simples instrumento técnico. Tem de ser um guia vivo que articule planeamento energético para a transição energética com justiça climática, desenvolvimento económico com inclusão, inovação com identidade e, acima de tudo, transversalidade”, defendeu a presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Mayra Pereira, na abertura do evento.

Para Mayra Pereira, o roteiro da CPLP tem que “abrir portas para financiamentos directos, céleres e adaptados à realidade” dos planos de transição energética dos Estados membros.

“E, mais do que isso, deve-se apoiar a criação de plataformas nacionais que alinhem as prioridades locais com o financiamento internacional, promovendo uma coordenação eficaz entre governos, parceiros de desenvolvimento, sector privado e sociedade civil para que os recursos cheguem onde realmente são precisos”, acrescentou.

A presidente da ALER defendeu que a mobilização do financiamento climático deve também ser acompanhada por processos que ajudem a enfrentar o peso que a dívida pública produz nos países da CPLP.

“É urgente pensar em soluções inovadoras, como mecanismos de troca de dívida por ação climática, para estruturações de dívida vinculadas a metas ambientais e a integração da ação climática na estratégia macroeconómica nacional, para garantir que o combate às alterações climáticas não agrave a sustentabilidade fiscal, mas sim servirem como parte ativa da resposta à crise climática”, defendeu.

O ministro das Infra-estruturas de São Tomé e Príncipe, Adelino Cardoso, considerou que as “mudanças climáticas compõem uma das maiores ameaças” desta era, “com impacto nefasto” que também aflige os países da CPLP, por isso defendeu que “a cooperação se apresenta como ferramenta essencial para seu controle”.

“Estamos comprometidos em assegurar a transição para fontes de energias renováveis que permitirão reduzir a dependência de combustíveis fósseis e garantir que a CPLP se torne um exemplo global de inovação e sustentabilidade. A implementação de projectos de energia solar, eólica, biomassa e até mesmo hidrogénio verde será a chave para alcançar estes objectivos”, sublinhou Adelino Cardoso, citado pela Lusa.

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